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Política — 18 de novembro de 2011 às 12:00

Política: A dinâmica da política e a sucessão de 2014

Política: A dinâmica da política e a sucessão de 2014


A política é um processo dinâmico em que as mudanças acontecem de forma, algumas vezes, imperceptível. E, outras vezes, de forma bombástica, por meio de grandes eventos inesperados.

A dinâmica da política pode ser comprovada pelas inúmeras e significativas movimentações anunciadas e ocorridas, nas últimas semanas, no cenário nacional. Todas com repercussão na corrida eleitoral de 2014.

O anúncio do tratamento médico do ex-presidente Lula caiu como uma bomba na cena política. Só de imaginar que Lula pode estar fragilizado para as articulações políticas de 2012 e 2014 já traz inúmeras incertezas.

Iniciamos com o alardeado seminário do PSDB, no qual se esperava que ideias e caminhos pudessem ser sugeridos à desnorteada oposição. No entanto, além da tradicional e previsível crítica ao governo, nada de novo foi apresentado.

O menu de propostas tratou de temas com pouca relevância eleitoral, ainda que sejam importantes para o país, tais como: reforma da Previdência, SUS, ensino e taxa de investimentos. Nada que emocione um eleitorado contente, em que 48% dos cidadãos, segundo pesquisa Datafolha (2 a 4 de agosto), avaliam o governo como ótimo ou bom.

Ainda no arraial oposicionista, Aécio Neves – grande estrela do seminário, juntamente com FHC – anunciou o início de um road-show com vistas a consolidar sua imagem para a disputa de 2014. Aécio realizará uma série de viagens pelo Brasil no mês de dezembro. Estará em Pernambuco no dia 8, na Bahia, no dia 9, e no Espírito Santo, no dia 10, buscando aproximar-se das bases tucanas e somar forças no PSDB.

No arraial governista também ocorreram movimentações importantes. A costura política de Lula resultou na escolha de Fernando Haddad como candidato do PT à prefeitura de São Paulo. O ex-presidente agora tem outro objetivo: atrair o apoio do PMDB, que pretende lançar a candidatura do deputado federal Gabriel Chalita, apoiada pelo vice-presidente da República, Michel Temer. Lula quer Chalita como vice de Haddad.

Começaram a surgir notícias sobre tensões entre o PT e o PSB. Em Belo Horizonte, a aliança que elegeu Marcio Lacerda não deve se repetir. O mesmo pode ocorrer em Aracaju e Recife, onde PSB e PT ameaçam marchar separados.

Em São Paulo, o PT suspeita de que o PSB venha a se aliar ao PSD para apoiar, quem sabe, José Serra como candidato a prefeito da capital paulista. Não por acaso, de acordo com nota divulgada na Coluna Painel, da Folha de S.Paulo (13/11), ao mapear os conflitos com aliados na formação dos palanques de 2012, o PT concluiu que, hoje, sua maior dor de cabeça é o PSB.

O quadro atual mostra a oposição tratando de se movimentar e, sobretudo, construir uma agenda alternativa à hegemonia da fórmula governista. No entanto, pelo que se viu do início do debate, falta inspiração.

Pelo lado do Planalto, a imensa base aliada apresenta algumas fissuras e muitas incertezas. Porém, nada que não possa ser resolvido mais adiante. Em especial, se as boas expectativas econômicas de 2012 se concretizarem.

Murillo de Aragão é cientista político

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